Trump deixa de usar período pós-vitória para curar feridas dos EUA e aumenta divisões

Gage Skidmore / Flickr / (CC BY-SA 2.0)

WASHINGTON — As feridas de uma das eleições mais acirradas da História recente dos Estados Unidos parecem continuar abertas: os americanos chegam mais divididos do que nunca à posse de Donald Trump, em 19 dias. Apesar do primeiro discurso do magnata ter sido de unificação, o período de transição foi marcado por polêmicas, enfrentamentos e radicalismo que, em alguns casos, pioraram o clima no país. Neste sábado, no último dia do ano, ele alfinetou seus adversários: “Feliz Ano Novo a todos, incluindo a meus muitos inimigos e àqueles que lutaram contra mim e perderam feio, eles não sabem o que fazer. Amor!”, escreveu o futuro presidente.

Pela primeira vez nos anos recentes, a má expectativa de um novo governo supera a positiva. Segundo pesquisa da CBS News, entre os dias 9 e 13 de dezembro, enquanto 34% acreditam que Trump terá um bom desempenho, 36% dos americanos esperam um governo ruim. O número supera em muito a expectativa negativa cerca de um mês antes da posse de Barack Obama no fim de 2008 (7%) ou de George W. Bush em dezembro de 2000 (14%). Apenas 40% dos americanos têm uma visão favorável de Trump, contra 46% que têm uma visão desfavorável, segundo levantamento da NBC. Reverter este sentimento é um dos grandes desafios de Trump. Mas não o único.

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