“Dinheiro é a ama de leite da política”

Brasília - Manifestantes a favor da Lava Jato e contra as decisões do ministro Gilmar Mendes protestam com bonecos e velas em frente ao STF (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

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Na edição de junho, a Conjuntura Econômica convidou três brasilianistas para expor suas opiniões sobre a crise política do país. Veja aqui a íntegra da conversa com um deles, Peter Hakim, presidente emérito do Diálogo Interamericano. 

Como classifica os eventos da Lava Jato no Brasil?

Da Grécia antiga até hoje, e em todo lugar, a política democrática tem sofrido a contaminação de práticas corruptas. Por isso Platão propôs que Atenas fosse governada por filósofos, que para ele estariam menos interessados na acumulação de patrimônio do que a maioria dos outros profissionais. Políticos privilegiam falar sobre valores e princípios, mas política, na prática, é um exercício transacional – e há poucos lugares isentos de corrupção. “Dinheiro é a ama de leite da política” é uma frase muito popular em Washington, cunhada por um outrora poderoso político californiano. 
Não há dúvidas de que a corrupção no Brasil é galopante, mas muitos outros países estão em pior situação. Ano após ano, desde que iniciou as pesquisas de percepção de corrupção, a Transparência Internacional coloca o Brasil como quarto ou quinto país menos corrupto na América Latina – atrás do Uruguai, Chile e da Costa Rica, mas bem mais transparente e honesto que qualquer uma das maiores economias da região: México, Argentina, Venezuela e Colômbia.
 
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